Hortas


No mês de maio no hemisfério sul floresce a Schlumberga truncata, ou a flor-de-maio, uma herbácea epífita, da família Cactaceae, nativa do Brasil.

Sua flor se parece com um ser alado, uma fada talvez – será por isso que é muito visitada pelo beija-flor?

Essa planta pode ser cultivada em vasos em locais protegidos e em meia-sombra, terra rica em matéria orgânica, bem drenável e irrigada moderadamente.

Eis, então, essa bela planta da família dos cactos, delicada e sem espinhos, para enriquecer jardins de todos os tamanhos.

“O movimento do amor não está limitado aos seres humanos e, quiçá, está menos deformado em outros reinos do que no humano. Olhe para as flores e árvores. Quando o sol se põe e tudo fica em silêncio, sente-se por um momento e entre em contato com a Natureza: sentirás ascender da terra, desde as raízes das árvores, elevando-se acima e correndo através das suas fibras para os ramos mais altos e remotos, a aspiração de um intenso amor e anseio, – um anseio de algo que traz luz e dá felicidade. É um desejo tão puro e intenso, que se pode sentir o movimento nas árvores, o teu próprio ser também se elevará em uma ardente oração até a paz, a luz e o amor que permanecem não manifestados.” (Las flores e sus mensages – La Madre)

Botão iniciando sua abertura:

Planta nativa das Américas, da  família da cactaceas, a Pereskia aculeata (ou ora-pro-nobis no popular, que significa “rogai por nós”), é uma espécie rústica muito bem adaptada ao sul do Brasil.

A sua flor – em cada botão – dura um único dia. Ela se abre totalmente com a luz do sol, e fecha-se ao entardecer não voltando a abrir novamente. Parece que as abelhas (tantos as nativas como a Apis mellifera) conhecem esse segredo da Pereskia, e por isso nos dias floridos ela fica lotada de visitantes o tempo todo.

A flor abrindo ao raiar do dia:

Outras informações: Na década de 50 esta espécie já era cultivada na Flórida para a produção de frutos, os quais são consumidos in natura ou utilizados no preparo de geléias. Estudos apontam que a planta possui 4.670 UI de vitamina A (nossa necessidade diária mínima varia entre 4.000 e 5.000), suas folhas são ricas em ferro, cálcio e zinco, além de altos teores de proteína.

As folhas frescas são ricas em mucilagem, por isso contribui para o bom funcionamento do intestino. Por ser um vegetal rico em ferro, ajuda a curar anemias.

Cultivo: Propaga-se facilmente por estaca ou semente, tolera geadas e prefere solos férteis moderadamente drenados e ricos em matéria orgânica.

Preparos: Usa-se em forma de folha seca e moída (desidratado em forno ou desidratador solar) ou folhas frescas como complemento nutricional, saladas, enriquecimento nutritivo de farinha, massas e pães, etc.

A respeito de agricultura urbana, jardins comestíveis, hortas dentro de casa e afins – coisas que tanto se fala hoje em dia -, exitem certos valores esquecidos os quais deveríamos reaprendê-los e aplicá-los, independente da nossa situação.

Vejamos, o que nos impulsiona realmente a cultivar uma horta ou um jardim? Para uns é um lazer, para outros uma terapia, já se pensa até em “alimentação autosustentável” no sentido de subsistência, em depender menos de fontes externas, etc. Em geral, em todas essas situações, estamos diante de nossos jardins de uma forma mais ou menos utilitarista, ou seja, esperamos dele algum resultado que nos satisfaça. (mais…)

Essa não é uma historinha de conto de fadas, mas sim o relato de uma experiência bem sucedida com os habitantes desse jardim, e que ainda causa um certo espanto aos que não acreditam no princípio de consciência inteligente que rege outros reinos da natureza (e que podem se comunicar conosco!).

(mais…)

Se a intenção é agregar novos valores ao paisagismo usual do jardim, devemos buscar soluções simples e que em geral estão ao nosso alcance, bem próximas.

Trocar bromélia por abacaxi é simbólico, nesse sentido, pois o abacaxi é uma bromélia! No entanto, bromélias usualmente cultivadas nos jardins são comercializadas, muitas vezes, por centenas de reais, enquanto um abacaxi pode ser encontrado no lixo.

(mais…)

Plantar em pequenos espaços às vezes é um desafio, mas os resultados são gratificantes. Veja a seguir algumas experiências bem sucedidas.