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	<title>Minifúndio de varanda</title>
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		<title>Minifúndio de varanda</title>
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		<title>A fauna do litoral rio-grandense</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 20:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao resgatar textos de uma obra escrita entre as décadas de 40 e 50, me dei conta que muito já se perdeu da fauna, flora e beleza natural do litoral rio-grandense. A degradação de habitats e a extinção de espécies é irreversível e para sempre. A urbanização, a poluição, os condomínios e um turismo perigosamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=135&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ao resgatar textos de uma obra escrita entre as décadas de 40 e 50, me dei conta que muito já se perdeu da fauna, flora e beleza natural do litoral rio-grandense. A degradação de habitats e a extinção de espécies é irreversível e para sempre. A urbanização, a poluição, os condomínios e um turismo perigosamente predatório já modificaram irreversivelmente a vida natural da região. </em></p>
<p><strong><em>Em Tramandaí, Capão da Canoa ou Arroio do Sal você já viu algum desses bichos?</em></strong></p>
<p><em>O texto a seguir foi adaptado de P. Balduíno Rambo, 1956.</em></p>
<p>Na fauna marítima, encontramos um mundo incontável de seres pequenos e mínimos, os peixes e os cetáceos (baleia, boto, toninha, etc.), e relacionados a esses os intrigantes sambaquis.</p>
<p>O mais comum dos vertebrados marítimos é o pingüim, que no inverno, depois dos temporais, aparece em grande número na costa brasileira, onde morre. Parece que o pingüim se deixa levar para o norte pela corrente fria das ilhas Falkland até o ponto onde esta se encontra com a corrente quente do nosso litoral, e ali, falto das condições naturais de vida, sucumbe. Os lobos e leões marinhos igualmente derivam desde as Falkland, aqui habitando a ilha dos lobos ou ocupando aos montes as areias das praias, onde se movem com tão pouco jeito, que por vezes são colhidos pelas rodas dos caminhões.</p>
<p>Na praia distinguem-se animais passivamente atirados sobre a areia: urtiga do mar, mãe-d&#8217;água, mãe-d&#8217;água-vela, ovos de raias e cações, ovos de caracóis de casca transparente, ramos brancos de coral com numerosos animais retraídos ou mortos, teredens ou gusanos, grande número de conchas pertencentes a várias espécies, como a concha púrpura, o caracol barril, a ostra, a esponja furadora, briozoários, ouriços do mar, e restos de peixes. Na zona dos rochedos de Torres encontramos colônias de mexilhões, cobrindo aos milhares as pedras lavadas pela água; vermes de tubo de areia ou calcário; cracas presas ao rochedo; o caramujo pião; anêmonas do mar; e várias espécies de sirís.</p>
<p>Na praia lavada pelas ondas distinguimos a tatuíra, os mariscos, o marisco cavador, os aselos arenosos (Isopodes &#8211; pequenos crustáceos parecidos com formigas), o sirí azul, a aranha do mar, o caranguejo espinhoso e o caranguejo eremita.</p>
<p>Dentre as aves figuram o socó, o bigoá, o gaivotão, a gaivota rapineira, a gaivota branca, o cara-cará, o chimango do campo, a fragata, as andorinhas do mar, a gaivota comum, os bejaguís, o talha mar.</p>
<p>Ao pé das dunas o tuco-tuco cava suas galerias subterrâneas; à beira da ressaca, às vezes lavado pela espuma, o grande sapo cururú, de ventre branco e dorso escuro malhado de branco, procura alimento.</p>
<p>Nas dunas vemos pequeníssimas formigas abrigadas ao pé das touceiras de grama; o cascudo rapineiro da praia e outros celeópteros corredores, disparam, com grande rapidez, sobre a areia; as pistas do sapo cururú, da lagartixa das dunas, da lagarta cabeluda da borboleta bruxa e do maçarico da praia se cruzam em todas as direções, produzindo, nos dias calmos, desenhos curiosos sobre o branco lençol das areias; em pequenos buracos vive um forficulídeo, erradamente chamado de lacraia; na areia ainda úmida abrem-se as tocas do sirí das dunas, de pernas achatadas, couraça dorsal tenaz e branca como porcelana; embora um pouco rara, ainda vimos a cobra nariguda, inofensiva, ocupada na caça de cascudos e provavelmente também de lagartixas.</p>
<p>Na zona do campo já quase não se pode falar duma fauna diferente dos outros campos rio-grandenses. O guarachaim, o mão-pelada, o veado campeiro comum &#8211; cervídeo abundante em todo Estado &#8211; e o veado galheiro que só ocorre na zona do litoral, porque nas outras partes do Estado faltam os grandes banhados, que constituem o seu paradeiro.</p>
<p>Referência:<br />
RAMBO, P. Balduíno. <strong>A Fisionomia do Rio Grande do Sul</strong>, Volume VI. Livraria Selbach, Segunda Edição, Porto Alegre, 1956.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=135&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Amazônia não é o pulmão do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 05:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com José Lutzenberger, texto redigido por Ney Gastal, publicada no Jornal RS em janeiro de 1989. Chico Mendes morreu. Foi morto. E esta morte gerou um fato novo. Não foi o primeiro assassinato deste a ocorrer. Centenas, talvez milhares de pessoas já morreram em atentados semelhantes. Os próprios auxiliares do Chico, quase todos já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=120&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com <strong>José Lutzenberger</strong>, texto redigido por Ney Gastal, publicada no Jornal RS em janeiro de 1989.</p>
<p>Chico Mendes morreu. Foi morto. E esta morte gerou um fato novo. Não foi o primeiro assassinato deste a ocorrer. Centenas, talvez milhares de pessoas já morreram em atentados semelhantes. Os próprios auxiliares do Chico, quase todos já foram mortos. Mas, pela primeira no mundo, o assassinato de uma pessoa tão humilde, vivendo em um lugar tão remoto, teve uma repercussão tão grande em nível internacional. Na Europa e nos Estados Unidos a morte de Chico foi notícia até em jornais regionais, de pequenas aldeias. Mesmo na imprensa brasileira a repercussão foi maior do que o usual. Quando me telefonaram, uma hora depois da morte do Chico, pensei no que fazer para que ela não fosse em vão, e tivesse a maior repercussão possível. Mas não foi necessário fazer nada. Desde o dia 23 de dezembro até hoje não houve um único dia em que a imprensa deixasse de mencionar o fato. O que demonstra a consciência que existe em todo o Planeta sobre a importância do que está acontecendo na Amazônia. Neste sentido a morte de Chico não terá sido em vão.</p>
<p><span id="more-120"></span></p>
<p>Pessoalmente, tive poucos contatos com ele. Nos encontramos em diversos congressos de meio ambiente, principalmente sobre Amazônia, e só nestes momentos pudemos conversar. Mas consegui, através de minha Fundação, uma verba para ajudá-lo. Chico era muito pobre e precisava passar longos períodos trabalhando na floresta, nos seringais, quando seria mais útil trabalhando pela desta floresta e dos seringais. Por isto, consegui uma verba mensal para ajudá-lo a sobreviver, sem precisar passar este tempo nos seringais. Agora estou gestionando junto a uma fundação americana para que ajude sua família, que ficou sem nada. Basta lembrar que a casa do Chico era um casebre de madeira, e que ele foi morto quando ia tomar banho, no banheiro que ficava fora do corpo da casa. Vejam como uma pessoa humilde pode se tornar importante na luta por uma causa mundial. Porque a luta pela preservação da Amazônia interessa a todo ser vivo deste Planeta.</p>
<p>Isto pode ser explicado em dois níveis, começando pelo biológico. As grandes florestas tropicais úmidas, na Amazônia, África, Indochina, Índia, Malásia, Filipinas, Indonésia, Nova Guiné e norte da Austrália são os ecossistemas mais complexos e ricos de vida de todo o Planeta. Ninguém sabe o número de espécies que existe ali. Cerca de 70% das espécies de vida da Terra vivem nestas florestas. Da maneira como são destruídas hoje, estamos apagando da face da terra milhares, senão milhões de espécies. Se amanhã desaparecesse a girafa, a zebra, o hipopótamo ou a baleia, isto seria manchete em todos os jornais do mundo. No entanto, cada vez que se derruba uma grande área da floresta amazônica, desaparecem dezenas, talvez centenas de espécies de animais e plantas menores. São insetos, aranhas, pequenos invertebrados, pássaros, répteis e mesmo pequenos mamíferos que desaparecem para sempre. Por que a floresta tem uma barbaridade de endemismos, ou seja, espécies endêmicas, que ocorrem somente em uma pequena região e em nenhum outro lugar do mundo. No momento em que o ecossistema desta região é destruído, aquela espécie também desaparece. Uma espécie que desaparece não volta jamais. Extinção é para sempre. Não só a Terra, mas o próprio Universo fica mais pobre. Então as pessoas que têm um mínimo de sentimento, um mínimo de sensibilidade, se preocupam com isto. Para estas pessoas, tais motivos são suficientes para que se preservem as florestas.</p>
<p>Infelizmente, são poucas as pessoas sensíveis a isto. Então tenho abandonado esta argumentação em favor de outra. Quem entende a importância deste processo biológico já está do nosso lado, e de nada adianta ficar pregando para convertidos. Precisamos de decisões, decisões imediatas, e estas só podem vir dos governantes, dos tecnocratas. Entre estes, infelizmente, idealistas são exceção, e o conhecimento científico, raro. Por isto precisamos de outro tipo de argumentação, que sacuda com as suas convicções. Este é o argumento climático. È comum ouvirmos as pessoas dizerem que a Amazônia é o pulmão do mundo. Muitos tecnocratas usaram esta expressão para contra-argumentar que a Amazônia consome toda a quantidade de oxigênio que produz, logo não pode ser o pulmão do Planeta.</p>
<p>Existe aí um duplo equívoco. O pulmão consome, e não produz oxigênio, ao contrário do que pretendem os que utilizam esta imagem para dizer que a Amazônia é uma espécie de fábrica de oxigênio. Mas ela também está incorreta sob outro ponto de vista. Se a floresta, ou qualquer outro ecossistema, produzisse mais oxigênio do que consome, a concentração deste gás na atmosfera terrestre estaria em constante aumento. E isto não acontece. Pelo que sabemos, desde que houve a primeira transformação da atmosfera inicial, que era reduzinte, para uma atmosfera oxidante (dois e meio ou três bilhões de anos atrás), os níveis de oxigênio mudaram muito pouco.</p>
<p>A vida surgiu em uma atmosfera bem diferente da atual. Não havia oxigênio na atmosfera. Era uma atmosfera reduzinte, ou seja, que não oxidava as coisas. Naquele período ferro não se oxidava, ficava apenas preto. Hoje, ferro oxida, fica marrom, se degrada. Naquela atmosfera primordial predominavam gases como o metano, o gás carbônico e o amoníaco. Quando a vida produziu o fenômeno da fotossíntese, que tem como subproduto o oxigênio, este aos poucos foi oxidando o amoníaco, o gás carbônico, o metano, e deu origem a esta atmosfera que temos hoje, com uns 79% de nitrogênio, 20% de oxigênio e apenas um por cento de outros gases. Desde que a fotossíntese transformou aquela primeira atmosfera na segunda, as coisas têm se mantido estáveis durante cerca de dois e meio ou três bilhões de anos. Se não fosse assim, a vida teria acabado há muito tempo.</p>
<p>Se a concentração de oxigênio fosse mais baixa, os animais acabariam morrendo, porque precisam dele para viver. Se fosse mais alta, e em vez de 20% tivéssemos entre 25% e 30% de oxigênio na atmosfera, seria também o fim da Vida na superfície do Planeta. Uma concentração destas permitiria a uma árvore queimar em dia de chuva. O primeiro relâmpago acabaria com todos os ecossistemas. Veja, portanto, que a Vida neste Planeta é uma coisa bastante equilibrada, que mantém as condições propícias à sua própria existência.</p>
<p>Isto é a base do conceito Gaia.</p>
<p>As florestas tropicais úmidas, que antes da devastação das últimas décadas totalizavam algo em torno de nove milhões de quilômetros quadrados (mais da metade do continente americano), foram importantíssimas neste processo de manutenção das condições de vida do Planeta. Elas não foram o pulmão, como se dizia, e sim uma colossal bomba de calor. O que é &#8220;bomba de calor&#8221;? O refrigerador e o ar condicionado são bons exemplos. O primeiro tira o calor de seu interior e o dissipa do lado de fora. O ar condicionado pode tanto tirar calor da peça e jogá-lo para fora, quanto tirá-lo de fora e jogá-lo para dentro. A floresta tropical úmida é um colossal aparelho de ar condicionado, que regula a temperatura do Planeta. Há pouco tempo eu estava fazendo uma palestra no Canadá, quando um estudante perguntou como a floresta tropical úmida sobreviveu à Idade Glacial. A maioria das pessoas imagina que durante as Idades glaciais, que duraram milhares de anos cada uma (foram quatro), o Planeta inteiro ficou gelado. Nada disto! O gelo avançou na Europa, na Sibéria, na América do Norte, e um pouco aqui no sul da Argentina e da Austrália. Mas as temperaturas no Equador continuaram as mesmas. No auge dos períodos glaciais, quando o norte da Europa e o Canadá estavam cobertos por dois ou três quilômetros de gelo, as temperaturas nas regiões de Manaus ou Belém eram as mesmas de hoje. Os cinturões tropicais, estes sim, ficaram mais estreitos.</p>
<p>Imaginemos que no lugar da floresta tropical úmida houvesse um Saara. O deserto refletiria a maior parte da energia solar que ali incidisse de volta ara o espaço. Esta energia se perderia para o Planeta. Hoje, ao contrário, existe ali a floresta tropical úmida, que tem uma fantástica evapotranspiração. O que quer dizer isto? É a soma da evaporação e da transpiração. O professor Salati, climatologista da Universidade de Piracicaba, que se aprofundou nesta questão, quando estava no INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), em Manaus, fez um grande estudo sobre o ciclo da água das chuvas da região. Colhendo amostras e comparando isótopos de hidrogênio e oxigênio, ele podia determinar exatamente de onde vinham as amostras de água da chuva, se do oceano ou de diversos processos de reciclagem. Com estes estudos, ele demonstrou que, das chuvas que caem na Amazônia, cerca de 75% são devolvidas à atmosfera em menos de 48 horas e formam novas chuvas. 25% desta água nem chega até o chão: voltam ao mar, ainda evaporando parte no caminho. Os outros 50% são bombeados pela planta no subsolo para a copa, e devolvidos à atmosfera pela transpiração.</p>
<p>Vamos visualizar a floresta amazônica, com o Atlântico a leste e os Andes a oeste. Os ventos alísios trazem as grandes massas de nuvens baixas, a cerca de 800 metros, e as primeiras nuvens ocorrem já no litoral. Salati demonstrou que esta chuva, quando chega à encosta dos Andes, já desceu e subiu cerca de seis ou sete vezes. Isto resulta numa gigantesca troca de energia, que é depois distribuída pelo Planeta inteiro. Ora, se ali tivéssemos um deserto, os ventos ascendentes originados do aquecimento do solo nu dissipariam as nuvens logo após a primeira chuva. A floresta, ao contrário, absorve a energia solar e a utiliza para evaporar e condensar água, fazendo uma fantástica reciclagem que vai da costa atlântica até os Andes. Segundo Salati, a energia envolvida neste processo, sobre quase cinco milhões de quilômetros quadrados de floresta, corresponde à energia de dezenas de milhares de bombas atômicas por dia! Isto é uma gigantesca máquina de transmissão de energia.</p>
<p>Hoje existem instrumentos fantásticos, que nos permitem ver o globo em sua totalidade. Se formos ao INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, ou até a NASA, nos Estados Unidos, podemos ver no monitor dos computadores a imagem do Planeta como um todo, com a Amazônia ao centro, e todo o deslocamento destas massas de nuvens. Nestes mesmos monitores vemos que, ao chegarem aos Andes, estas massas de ar se dividem em duas correntes. Uma vai para o Sul, atravessando toda a parte central do Brasil, chegando até aqui e entrando Patagônia adentro. Nosso clima no Sul depende muito da Amazônia. A outra corrente vai para o Norte. Toca a costa oriental dos Estados Unidos e entra até a Escandinávia e Europa Central.</p>
<p>Nestas imagens se vê quanto o clima da Europa, Sibéria e aqui da América do Sul depende em grande parte da Amazônia. Desde que temos esta visão global do Planeta, ficou bem clara a importância da Amazônia, e de todas as outras florestas equatoriais úmidas que ainda restam para a regulagem do clima mundial. Ao mesmo tempo que fica cada vez mais clara a fragilidade do processo todo.</p>
<p>Nestes últimos congressos sobre clima, em Toronto e Hamburgo, onde se reuniram centenas de climatólogos de todo o mundo, todos reconheceram que as irregularidades climáticas que estão afetando o Planeta inteiro nestes últimos dez ou quinze anos são as primeiras manifestações do efeito estufa, provocado pela civilização industrial. Mas, por outro lado, e foi isto que me chocou nestes congressos, estes cientistas continuam a fazer extrapolações lineares. Uma vez que o efeito estufa está aumentando, elevando a temperatura do Planeta, eles extrapolam a situação atual e afirmam que, nos próximos 40 ou 50 anos, a Terra vai ficar de quatro a cinco graus mais quente. Mas por que supor que o aumento será uniforme em todo o Planeta? Assisti em Hamburgo a uma conferência de um climatólogo britânico que falava sobre como a agricultura do mundo deve se adequar às mudanças climáticas que estão por vir. Em vez de se preocupar em mudar os métodos agrícolas para que eles não prejudiquem ainda mais o clima global, ele se preocupa apenas em adequar a agricultura a estas mudanças. E dizia até que elas não vão ser tão ruins, mostrando um mapa da Finlândia com dois riscos horizontais atravessando o país. Um, limitando a faixa até onde é possível plantar trigo hoje. Outro, 300 quilômetros mais ao norte, marcando até onde, segundo ele, será possível plantar este trigo quando o Planeta estiver mais quente. Não posso, de maneira alguma, aceitar este tipo de extrapolação linear. A natureza não se comporta assim, e temos bons exemplos disto.</p>
<p>Desde 1970 os climatólogos vêm advertindo sobre os riscos dos gases freón, dizendo que os mesmos estavam atacando a camada de ozônio. Calculavam o desgaste da mesma em 30% ou 40%, até o ano 2020. Só que previam uma diminuição gradual, lenta e uniforme sobre o Planeta inteiro. Na realidade o que aconteceu foi que se abriu um buraco na camada de ozônio em um lugar só, sobre a Antártida. Este tipo de efeito é totalmente imprevisível! Só se toma conhecimento dele quando acontece. Ninguém previu que se abriria um buraco na camada de ozônio, tanto que, quando ele foi detectado, os cientistas chegaram a pensar que se tratava de defeito na programação de seus computadores, e não de uma realidade concreta. Outro exemplo aconteceu na costa do Peru, uns dez anos atrás, liquidando com a indústria pesqueira do país. Aquela era uma das costas mais ricas em peixe do mundo. Nela batiam as águas frias da Corrente de Humbolt, que vem do Pólo Sul trazendo nutrientes minerais, que provocam a proliferação de plâncton que, por sua vez, resulta no aumento da população de peixes. De repente, uma corrente quente do Norte, e pobre em nutrientes, em vez de virar para oeste, como fazia sempre, seguiu para o sul e deslocou a Corrente de Humbolt uns 300 quilômetros para o sul. Ninguém sabe porque isto aconteceu, mas o fato é que os peixes sumiram, os pássaros que se alimentavam deles morreram, e a indústria pesqueira se foi. Tudo por conta de um fenômeno repentino e inesperado. Estas coisas são imprevisíveis, não acontecem lenta e previsivelmente, como querem os cálculos destes cientistas.</p>
<p>Vou dar um exemplo mais antigo. Na Sibéria e nos países escandinavos foram encontrados corpos inteiros, intactos, de mamutes congelados. O mamute era um parente próximo do elefante, duas vezes maior do que este, que vivia naquelas regiões. Como é que estes mamutes foram enterrados nestas enormes capas de gelo? Bichos daquele tamanho não comiam liquens como os que nascem em terrenos frios da Tundra. Precisavam de pelo menos meia tonelada de comida verde por dia. Como foram ficar congelados na neve? Só mesmo se tivessem sido surpreendidos por uma violenta e inesperada tempestade de neve que caiu sobre eles cobrindo-os, e ficando ali, na forma de gelo, por milhares e milhares de anos. Sabemos que as eras glaciais podem levar dezenas, ou até milhares de anos para acabar. Mas começaram de repente, de um dia para o outro, ou no curto espaço de alguns anos ou décadas. É isso que o pessoal não está se dando conta. Se olharmos de novo aquelas imagens de satélite, que mostram as correntes aéreas que saem da Amazônia e vão para o Sul e para o Norte, percebemos que, se elas desaparecerem, irá se iniciar uma nova Idade Glacial na Europa e talvez aqui, no Extremo Sul. Por isto não adianta dizer, como querem nossos governantes e principalmente nossos militares, que aquilo que fazemos na Amazônia não interessa a ninguém, só a nós. Interessa, sim, e interessa a todo o mundo. A Amazônia não é só nossa. È do Planeta inteiro, um órgão vital do ser vivo chamado Gaia, que é a Terra. Não podemos continuar destruindo a Amazônia. É preciso parar. É preciso repensar conceitos. Mesmo porque, até sob um ponto de vista meramente econômico, aquilo é uma pilhagem. Os fazendeiros que estão lá ganham muito mais dinheiro com os subsídios do que com aquilo que plantam ou criam. Suas fazendas são 100% subsidiadas. O investimento feito é 100% dedutível do imposto e o sujeito ainda recebe dez anos de isenção fiscal total. Isto é corrupção, uma das causas desta inflação de 30% ao mês que estamos enfrentando. Mas se apenas os brasileiros pagam a conta da inflação, o mundo inteiro irá pagar pela destruição da floresta. Estamos destruindo a vida do Planeta para enriquecer meia dúzia de pessoas. O que está acontecendo na Amazônia é uma guerra. Uma guerra de pilhagem. Chico Mendes, como uma das pessoas que viviam integradas à floresta, lutou nesta guerra. Lutou contra a destruição. Foi um soldado da Vida. O mínimo que podemos fazer, em respeito à sua memória, é nos integrarmos todos à sua luta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=120&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Agricultura urbana</title>
		<link>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2011/07/10/agricultura-urbana/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 09:57:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora a agricultura urbana, em diferentes escalas, sempre esteve presente na história das cidades, parece que agora voltou a ser mundialmente considerada com maior relevância, porém, num outro contexto social e político. Recentemente a humanidade se tornou urbana, ou seja, a maioria da população mundial vive em cidades &#8211; na América do Sul já passa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=11&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Embora a agricultura urbana, em diferentes escalas, sempre esteve presente na história das cidades, parece que agora voltou a ser mundialmente considerada com maior relevância, porém, num outro contexto social e político.</p>
<p>Recentemente a humanidade se tornou urbana, ou seja, a maioria da população mundial vive em cidades &#8211; na América do Sul já passa de 80% e continua crescendo. Cada vez mais aumenta a quantidade de alimentos que precisa ser transportado para dentro das cidades todos os dias, principalmente através de transporte rodoviário e muitas vezes viajando centenas de quilômetros.</p>
<p>A produção em larga escala também se tornou dependente de muita energia (petróleo) e abusivamente química, com grande consumo de insumos sintéticos e de venenos tóxicos para o ambiente e o ser humano. A produção de vegetais transgênicos, os quais quase sempre chegam à nossa mesa sem essa informação, é outro grande fator de incerteza para a saúde humana.<span id="more-11"></span></p>
<p>Em resumo, este é o contexto macro em que vivemos atualmente. No entanto, não são os únicos fatores que nos motivam a cultivar hortas e jardins em casa ou na comunidade.</p>
<p>Podemos abordar o cultivo de uma horta e suas atividades relacionadas, então, por diversas razões:</p>
<p>- Segurança alimentar;<br />
- Proteção do meio ambiente e da saúde;<br />
- Economia das despesas domésticas e/ou públicas;<br />
- Educação;<br />
- Lazer;<br />
- Benefícios terapêuticos.</p>
<p>Veremos cada um desses itens nas postagens a seguir.</p>
<p>Embora a agricultura urbana, em diferentes escalas, sempre esteve presente na história das cidades, parece que agora voltou a ser considerada com maior relevância, porém, num outro contexto social e político.<br />
Recentemente a humanidade se tornou urbana, ou seja, a maioria da população mundial vive em cidades &#8211; na América do Sul já passa de 80% e continua crescendo. Cada vez mais aumenta a quantidade de alimentos que precisa ser transportado para dentro das cidades todos os dias, principalmente através de transporte rodoviário e muitas vezes viajando centenas de quilômetros.<br />
A produção em larga escala também se tornou dependente de muita energia (petróleo) e abusivamente química, com grande consumo de insumos sintéticos e de venenos tóxicos para o ambiente e o ser humano. A produção de vegetais transgênicos, os quais quase sempre chegam à nossa mesa sem essa informação, é outro grande fator de incerteza para a saúde humana.<br />
Em resumo, este é o contexto macro em que vivemos atualmente. No entanto, não são os únicos fatores que nos motivam a cultivar hortas e jardins em casa ou na comunidade.<br />
Podemos abordar o cultivo de uma horta e suas atividades relacionadas, então, por diversas razões:<br />
- Segurança alimentar;<br />
- Proteção do meio ambiente e da saúde;<br />
- Economia das despesas domésticas e/ou públicas;<br />
- Educação;<br />
- Benefícios terapêuticos.</p>
<p>Veremos cada um desses itens nas postagens a seguir.</p>
<p>Navegue nos links:</p>
<p>Portugal: <a href="http://www.portau.org" target="_blank">www.portau.org</a></p>
<p>Vários recursos: <a href="http://www.agriculturaurbana.org.br/" target="_blank">www.agriculturaurbana.org.br</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=11&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Por trás da horta&#8230;</title>
		<link>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/05/11/por-tras-da-horta/</link>
		<comments>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/05/11/por-tras-da-horta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 13:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hortas]]></category>

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		<description><![CDATA[A respeito de agricultura urbana, jardins comestíveis, hortas dentro de casa e afins &#8211; coisas que tanto se fala hoje em dia -, exitem certos valores esquecidos os quais deveríamos reaprendê-los e aplicá-los, independente da nossa situação. Vejamos, o que nos impulsiona realmente a cultivar uma horta ou um jardim? Para uns é um lazer, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=82&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://minifundiodevaranda.files.wordpress.com/2009/05/dsc_5054b.jpg?w=299&#038;h=267" alt="" width="299" height="267" />A respeito de agricultura urbana, jardins comestíveis, hortas dentro de casa e afins &#8211; coisas que tanto se fala hoje em dia -, exitem certos valores esquecidos os quais deveríamos reaprendê-los e aplicá-los, independente da nossa situação.</p>
<p>Vejamos, o que nos impulsiona realmente a cultivar uma horta ou um jardim? Para uns é um lazer, para outros uma terapia, já se pensa até em &#8220;alimentação autosustentável&#8221; no sentido de subsistência, em depender menos de fontes externas, etc. Em geral, em todas essas situações, estamos diante de nossos jardins de uma forma mais ou menos utilitarista, ou seja, esperamos dele algum resultado que nos satisfaça.<span id="more-82"></span></p>
<p>Num primeiro momento parece que não há nada de errado nisso, afinal, aprendemos desde criança, cartesianamente, a plantar, colher, extrair e usufruir os frutos da terra. Do ponto de vista desse fragmento de informação pode ser que esteja tudo certo, porém, se nos limitamos tão somente à questão prática e isolada do todo perdemos a oportunidade de grandes descobertas, e até mesmo &#8211; quem sabe? &#8211; grandes mudanças na nossa vida.</p>
<p>Não seria hora de irmos além do básico?</p>
<p>Podemos começar (ou continuar) nos perguntando: o que damos em troca da doação da natureza para nós? Damos água? Adubo?</p>
<p>Para compreendermos isso, inicialmente faremos uso de informações que não se encontram em livros de agricultura ou jardinagem convencionais &#8211; mas ainda dentro da classificação &#8220;cientificamente comprovado&#8221;. Por exemplo, já faz tempo que cientistas demonstraram que as plantas percebem a nossa intenção, elas percebem cada um que chega perto e têm uma reação de acordo com o que sentem.</p>
<p>Seria bom prestar mais atenção quando passamos por uma planta, pois se passamos por ela sabendo que está nos percebendo isto muda a sua atitude, muda o nosso contato com ela e com o tempo isto vai criando uma relação entre o reino humano e o reino vegetal além dessa relação materialista que estamos acostumados.</p>
<p>Perceba a sutileza nisto: Se você cultiva flores para enfeitar a sua casa, as plantas te sentirão de um jeito, mas se você cultiva flores e ainda ajuda de forma gratuita com que sejam cada vez mais belas dentro da realização delas, então elas sentirão outra coisa, mais elevada.</p>
<p>Se elas podem perceber a nossa intenção, os nossos pensamentos então afetam as plantas como se fossem ações concretas. Cuidado com os pensamentos, portanto!</p>
<p>Uma experiência realizada por um grupo de cientistas (A Vida Secreta das Plantas, Peter Tompkins e Christopher Bird, 10ª edição, 1993), mostrou que as plantas reagem com a música, e de forma diferente de acordo com o tipo de música! Aquelas expostas ao som de rock cresciam para o lado oposto ao autofalante, sendo que aquelas do ambiente com música clássica cresciam em direção ao autofalante &#8211; algumas até abraçando o autofalante!</p>
<p>Quem lida com sementes de forma desisteressada e com amor (sem esperar resultados ou lucro), pode passar por um processo (de cura) por causa daquilo que as sementes irradiam. Esse é um conhecimento que se perdeu, em tempos antigos mesmo as pessoas que tinham outras atividades dedicavam um tempo para a jardinagem, conscientes em captar a energia para o seu desenvolvimento mental e psíquico que as sementes poderiam enviar.</p>
<p>Vejam quanta coisa está por trás da na nossa horta! Plantar alfaces em casa pode proporcionar uma contribuição para o planeta que não fazemos idéia! Isto é apenas um grãozinho perto de tudo mais que podemos descobrir.</p>
<p>Agora que somos um pouco mais conscientes disto, e a medida que compreendemos melhor o nosso papel diante das plantas e sementes, devemos cultivar a terra amorosamente, cuidando da qualidade do nosso pensamento e jamais esperando uma resposta ou recompensa. Faça da jardinagem a sua contribuição para o bem comum.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=82&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Um caso de amor com as lesmas</title>
		<link>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/22/um-caso-de-amor-com-as-lesmas/</link>
		<comments>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/22/um-caso-de-amor-com-as-lesmas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 12:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hortas]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa não é uma historinha de conto de fadas, mas sim o relato de uma experiência bem sucedida com os habitantes desse jardim, e que ainda causa um certo espanto aos que não acreditam no princípio de consciência inteligente que rege outros reinos da natureza (e que podem se comunicar conosco!). Certa vez tive uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=61&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa não é uma historinha de conto de fadas, mas sim o relato de uma experiência bem sucedida com os habitantes desse jardim, e que ainda causa um certo espanto aos que não acreditam no princípio de consciência inteligente que rege outros reinos da natureza (e que podem se comunicar conosco!).</p>
<p><span id="more-61"></span></p>
<p>Certa vez tive uma infestação de lesmas na minha horta fora do normal. Elas sempre habitaram o pátio, mas nunca de forma tão devastadora. Não havia folha verde que escapasse, nenhum pé de alface nascia mais. Eram tantas que em dias de chuva eu as encontrava dentro de casa!</p>
<p>Resolvi tomar uma atitude. Todas as noites eu pegava a minha lanterna e ficava um bom tempo catando as lesmas que passeavam por cima do canteiro e das plantas. Depois disso preparava armadilhas e recolhia as capturadas pela manhã. Irracionalmente e sem o menor remorso eu matava todas elas, e ainda achava que estava fazendo bem, pois ao menos era contra o uso de venenos e assim estava sendo &#8220;ecológico&#8221;.</p>
<p>Absorto nessa idéia, já era uma rotina chegar da aula às 23h30, pegar a lanterna, um potinho e ir para o canteiro&#8230;</p>
<p>Parecia que quanto mais eu matava lesmas, mas elas apareciam! Para o meu espanto elas já surgiam grandes, como se a chacina realizada todos os dias as alimentasse, cada vez eram lesmas maiores e em maior quantidade! Surreal!</p>
<p>Já estava quase desistindo da horta, do jardim, de tudo, até mesmo cogitando a possibilidade do uso de veneno, foi quando tomei conhecimento do trabalho da Dorothy Maclean (que veio fazer palestra e workshop na minha cidade), ao mesmo tempo que alguém me emprestou um livro da veterinária Sheila Waligora.</p>
<p>As experiências e ensinamentos dessas pessoas diziam respeito a um aspecto primordial esquecido pela humanidade, muito lindo e muito importante para os dias de hoje: a nossa comunicação e relacionamento com outros reinos da natureza.</p>
<p>À medida que fazia esses estudos e compreendia o seu significado, tive a forte sensação de amplitude e leveza, como se a minha cabeça tivesse sido aberta e expandida (mas isso é uma outra história).</p>
<p>A minha primeira prática após esses estudos foi, obviamente, com as lesmas. Em primeiro lugar, deixei de odiá-las, sinceramente. Depois, simplesmente &#8220;negociei&#8221; onde elas poderiam ficar no jardim, o que poderiam comer e o que não poderiam. Claro que nunca mais matei nenhuma. Eventualmente recolhia uma leva delas  (pois ainda era uma super densidade populacional) e as levava vivas e em segurança para um local onde pudessem sobreviver, na praça!</p>
<p>A resposta foi surpreendentemente rápida, em poucos dias deixei de ver lesmas passeando no pátio e as alfaces e rúculas voltaram a crescer!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=61&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trocando bromélia por abacaxi</title>
		<link>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/20/trocando-bromelia-por-abacaxi/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 00:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hortas]]></category>
		<category><![CDATA[abacaxi]]></category>
		<category><![CDATA[bromélia]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a intenção é agregar novos valores ao paisagismo usual do jardim, devemos buscar soluções simples e que em geral estão ao nosso alcance, bem próximas. Trocar bromélia por abacaxi é simbólico, nesse sentido, pois o abacaxi é uma bromélia! No entanto, bromélias usualmente cultivadas nos jardins são comercializadas, muitas vezes, por centenas de reais, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=49&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se a intenção é agregar novos valores ao paisagismo usual do jardim, devemos buscar soluções simples e que em geral estão ao nosso alcance, bem próximas.</p>
<p>Trocar bromélia por abacaxi é simbólico, nesse sentido, pois o abacaxi é uma bromélia! No entanto, bromélias usualmente cultivadas nos jardins são comercializadas, muitas vezes, por centenas de reais, enquanto um abacaxi pode ser encontrado no lixo.</p>
<p><span id="more-49"></span></p>
<p>Jardins comestíveis não perdem a pose diante daqueles chique e caros!</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-32" title="minifundiodevaranda-006" src="http://minifundiodevaranda.files.wordpress.com/2009/04/minifundiodevaranda-006.jpg?w=199&#038;h=300" alt="minifundiodevaranda-006" width="199" height="300" /></p>
<p>A foto acima mostra um abacaxi que cresceu de forma muito rudimentar e sem muitos cuidados.  Esse abacaxi foi comprado no mercado por alguns poucos reais, devidamente saboreado (o miolo por humanos e as cascas pelas minhocas) e a coroa que também iria para a composteira foi parar espetada no canteiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=49&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">administrador</media:title>
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		<title>Minhocário e compostagem em apartamento</title>
		<link>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/19/minhocario-e-compostagem-em-apartamento/</link>
		<comments>http://minifundiodevaranda.wordpress.com/2009/04/19/minhocario-e-compostagem-em-apartamento/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Compostagem]]></category>
		<category><![CDATA[lombriz]]></category>
		<category><![CDATA[minhoca]]></category>
		<category><![CDATA[vermicompostagem]]></category>
		<category><![CDATA[worm]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem várias formas possíveis para se montar um pequeno minhocário dentro de casa, assim como as finalidades também podem variar. Nem sempre aquilo que nos dizem sobre compostagem de lixo ou sobre minhocas se aplica às nossas condições, mas o mais importante é experimentar e não desistir. No fim das contas daremos a nossa contribuição [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=35&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem várias formas possíveis para se montar um pequeno minhocário dentro de casa, assim como as finalidades também podem variar. Nem sempre aquilo que nos dizem sobre compostagem de lixo ou sobre minhocas se aplica às nossas condições, mas o mais importante é experimentar e não desistir. No fim das contas daremos a nossa contribuição ao planeta, modesta mas muito válida.</p>
<p>Veja na página <a href="http://minifundiodevaranda.wordpress.com/minhocas/">MINHOCAS</a> a diferença entre os termos compostagem e vermicompostagem e a importância de reduzirmos o nosso &#8220;lixo&#8221;.</p>
<p><span id="more-35"></span></p>
<p><strong>IMPLANTANDO UM MINHOCÁRIO DENTRO DE CASA</strong></p>
<p><strong>1- Material necessário</strong></p>
<p>a) Caixa com tampa &#8211; essas caixas organizadoras de plástico servem, mas se for possível optar por caixas de madeira é melhor, embora requeiram alguns cuidados extras (a madeira não pode ser tratada com certos produtos tóxicos);</p>
<p>b) Garfo/ancinho de jardim;</p>
<p>c) Folhas secas;</p>
<p>d) Punhado de terra qualquer e algumas minhocas.</p>
<p><strong>2- Local</strong></p>
<p>A primeira coisa a pensar é onde será o local de trabalho das minhocas. Se existe um pequeno pátio disponível (ideal), basta empilhar alguns tijolos em forma de chiqueirinho diretamente sobre o solo, à sombra e protegido da chuva. Infelizmente essa não é uma situação comum na cidade, no nosso caso precisaremos escolher algum cantinho dentro de casa protegido do sol e mais ou menos bem ventilado para colocarmos a nossa caixa.</p>
<p><strong>3- Folhas secas, terra e minhocas</strong></p>
<p>A seguir vamos até a praça ou terreno disponível mais próximo, juntamos um bocado de folhas secas (o suficiente para formar uma &#8220;cama&#8221; no fundo da caixa e para cobertura), um punhado de terra e algumas minhocas coletadas no mesmo local. A terra será importante como abrigo para as minhocas nessa fase inicial, visto que nem todas apreciam resíduos muito frescos, e também para controlar o processo de fermentação que pode acontecer.</p>
<p>Esses &#8220;ingredientes&#8221; iniciais garantem a inoculação do ambiente com microorganismos que também são importantes no processo de decomposição da matéria orgânica, além das minhocas. Ou seja, reproduzimos em pequena escala as condições ambientais para que o nosso &#8220;lixo&#8221; seja transformado em novos nutrientes.</p>
<p><strong>4- Colocando a fábrica em funcionamento</strong></p>
<p>Vamos lá! Forme uma cama de folhas secas no fundo da caixa, coloque uma parte da terra com as minhocas em um canto dela, despeje o seu lixinho orgânico que antes era levado pela coleta municipal sobre essa terra, e por cima disto espalhe o restante da terra (não precisa cobrir totalmente). Por fim, mantenha toda pilha sempre coberta com folhas secas, pois isso ajuda a regular a umidade e a manter o microclima adequado para os microorganismos .</p>
<p><a href="http://minifundiodevaranda.wordpress.com/?attachment_id=28"><img class="alignnone" src="http://minifundiodevaranda.files.wordpress.com/2009/04/minifundiodevaranda-002.jpg?w=360&#038;h=239" alt="" width="360" height="239" /></a></p>
<p><a href="http://minifundiodevaranda.wordpress.com/?attachment_id=27"><img class="alignnone" src="http://minifundiodevaranda.files.wordpress.com/2009/04/minifundiodevaranda-001.jpg?w=360&#038;h=239" alt="" width="360" height="239" /></a></p>
<p><a href="http://minifundiodevaranda.wordpress.com/?attachment_id=29"><img class="alignnone" src="http://minifundiodevaranda.files.wordpress.com/2009/04/minifundiodevaranda-003.jpg?w=360&#038;h=239" alt="" width="360" height="239" /></a></p>
<p><strong>5- Manutenção</strong></p>
<p>Forme pilhas com os restos vegetais em vez de espalhar tudo pela caixa. De tempos em tempos (1 ou 2 semanas &#8211; no início do processo esse período varia muito) revire o conteúdo com cuidado &#8211; quanto menos pertubar as minhocas, melhor &#8211; e verifique a umidade. Se estiver muito seco, adicione água. Se estiver muito úmido coloque mais um pouco de terra, folhas secas ou mantenha a tampa aberta por uma noite &#8211; tente ver o que é mais adequado para a situação.</p>
<p>A regulagem da umidade na caixa é crucial para o bom funcionamento do sistema. Se a quantidade dos restos depositados diariamente for grande é bem provável que seja necessário drenar o chorume (liquido originado da decomposição da matéria orgânica), bastando para isso fazer um pequeno furo no fundo da caixa e colocar algum recipiente para apará-lo.</p>
<p><strong>6- Possíveis problemas</strong></p>
<p>a) Mau cheiro: pode ser indicativo de excesso de umidade e/ou falta de oxigênio;</p>
<p>b) Minhocas fugindo da caixa: pode ser que a situação não esteja favorável para elas. Verifique se a massa de matéria orgânica depositada que eventualmente tenha entrado em processo de fermentação não está muito grande, pois a temperatura pode se elevar muito &#8211; nesse caso espalhe um pouco pela caixa, se necessário coloque um pouco de terra comum seca. Verifique se há excesso de umidade.  Verifique se há super população de minhocas. Se a caixa estiver parada há muito tempo pode ser que esteja faltando comida.</p>
<p><strong>7- O que colocar na caixa</strong></p>
<p>Podemos colocar no minhocário à vontade:</p>
<p>a) restos de verduras, legumes, cascas de frutas, erva de chimarrão, sachê de chá, palitos de fósforo;</p>
<p>em pequenas quantidades:</p>
<p>b) cinzas, borra de café;</p>
<p>colocar raramente:</p>
<p>guardanapos de papel.</p>
<p>Não pode ser colocado na caixa: carnes, laticínios, restos de comida salgada ou gorduras.</p>
<p>Observação:  Evite desperdício de alimentos, comida jamais deveria ir fora!</p>
<p><strong>8- Quando a caixa encher</strong></p>
<p>Se o composto não estiver em ponto de ser retirado/colhido, deixe essa caixa em repouso, retire parte das minhocas e inicie outra.</p>
<p><strong>9- Colheita de húmus</strong></p>
<p>O nosso composto orgânico ou húmus estará pronto quando estiver com cheiro agradável de terra, e ao pegarmos na mão percebemos que não gruda, limpando facilmente os dedos.</p>
<p>Dica: se quiser use uma peneira para homogeneizar o composto, ficará com uma aparência muito boa!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=35&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Horta em vasos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 18:43:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hortas]]></category>

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		<description><![CDATA[Plantar em pequenos espaços às vezes é um desafio, mas os resultados são gratificantes. Veja a seguir algumas experiências bem sucedidas.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=8&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Plantar em pequenos espaços às vezes é um desafio, mas os resultados são gratificantes. Veja a seguir algumas experiências bem sucedidas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/minifundiodevaranda.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=minifundiodevaranda.wordpress.com&amp;blog=7357266&amp;post=8&amp;subd=minifundiodevaranda&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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